PNUD, OIT e Gapi juntos na reabilitação e continuidade de negócios pós-desastres naturais.

PNUD, OIT e Gapi juntos na reabilitação e continuidade de negócios pós-desastres naturais.

Empresas de jovens e mulheres, sediadas na cidade da Beira e no distrito de Dondo, estão a beneficiar de um projecto-piloto que visa contribuir para que os seus negócios tenham continuidade após a ocorrência de desastres naturais, numa acção conjunta do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), da Organização Internacional do Tabalho (OIT) e da Gapi.

O apoio é constituído por capacitações complementada por pequenos financiamentos que reforçam a recuperação de micros e pequenas empresas atingidas pelo ciclone Idai. Estas acções vem reforçar a iniciativa já em curso designada FEREN – Fundo de Emergência para Recuperação de Negócios, também conduzida pela Gapi e que conta com a parceria da CTA, FAN, FARE e financiamento da DANIDA, que visa a recuperação pós Idai e Kenneth.

Nesta capacitação ministrada na cidade da Beira, os participantes saem dotados de ferramentas para a elaboração do plano de continuidade de negócio, pós-calamidades, além de terem à sua disposição recursos para alavancarem o desenvolvimento em todas as frentes onde estiverem integrados.

Falando no acto de encerramento da capacitação, a Secretária de Estado da província de Sofala, Stela da Graça Pinto Novo Zeca, disse que “regozija-nos constatar que esta capacitação de gestores de empresas e promotores de negócios resilientes nas matérias referidas, abre-lhes agora a possibilidade de investirem no desenvolvimento dos seus distritos e criarem empregos nas suas comunidades.” Prosseguindo, aquela governante provincial exortou aos formandos para “que tenham atitude e habilidades para gerar emprego e empregar outros moçambicanos. Apelo aos jovens beneficiários desta iniciativa uma postura de prestação de contas.”

Já o representante do PNUD na cidade da Beira, Ghulam Sherani disse que a despeito da sua instituição não ter vocação para actuar em questões humanitárias nem interagir directamente com as empresas, os danos causados pelo ciclone Idai às empresas e à economia local, os despertou para a necessidade de fazer algo, facto que iniciou apoiando o governo na avaliação do impacto do desastre e na organização da conferência de doadores pós Idai.

“Nesse contexto, e baseados na nossa experiência global, criámos um programa designado “Mecanismo de Recuperação” que tem como componentes prioritárias (i) a resiliência; (ii) empoderamento económico das mulheres; e (iii) recuperação dos meios de subsistência. É daí que nos juntamos a OIT e a Gapi, que são instituições com experiência nestes domínios, de modo a ajudarem na recuperação de negócios de mulheres e jovens e os tornarem resilientes, para darem a sua continuidade, mesmo após desastres naturais.”

Antenor Pereira da OIT frisou que um dos principais objetivos da sua organização é promover a justiça social, sendo a criação de empregos uma das principais ferramentas para o alcance do referido objectivo. “Sabendo que as empresas são a principal fonte para a criação desses empregos, trazemos experiências de várias partes do mundo, nas quais as empresas têm sofrido com calamidades como cheias, ciclones e até pandemias como o COVID-19 e juntamo-nos à Gapi para criarmos empresas mais resilientes.”

Pereira destacou o facto de que “esta intervenção pretende ser uma pequena experiência para vermos que necessidades de adaptação são necessárias, para que possamos desenhar um programa maior e mobilizarmos mais recursos que possam abranger mais empresas à escala nacional.”

Para Ivandro Bauaze, Director da Área de Capacitação e Consultoria Empresarial da Gapi, “é importante despertar nos empresários a sensibilidade sobre os desastres e fenómenos naturais que podem afectar os seus negócios, prepará-los para fazerem face aos eventos e, em caso da sua ocorrência, devem ter a capacidade de continuar com o negócio após o desastre”.

Bauaze lembrou aos presentes que, entanto que instituição financeira de desenvolvimento, a Gapi tem a missão de contribuir para a inclusão económica, social e financeira em Moçambique, promovendo a inovação, o empreendedorismo e investimentos geradores de emprego. Portanto – concluiu – para o alcance da nossa missão, a resiliência, viabilidade e sustentabilidade dos negócios, é crucial, daí que, a formação, capacitação e apoio no desenvolvimento institucional é uma das nossas prioridades”.

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