– A Gapi vai gerir a nova Linha de Subvenções para apoiar startups e pequenos negócios
O Fundo Empresarial da Cooperação Portuguesa (FECOP) lançou uma nova linha de subvenções, gerida pela Gapi, para impulsionar startups e pequenos negócios em Moçambique, com foco especial em jovens e mulheres empreendedoras. O mecanismo integra um pacote mais amplo de apoio financeiro e institucional destinado a fortalecer MPMEs e expandir o acesso ao microcrédito no país. O lançamento desta iniciativa ocorreu no dia 6, em Maputo, por via da celebração de o contratos de operacionalização destes instrumentos de assistência financeira de Portugal.
O FECOP é parte do pacote de medidas anunciadas na VI Cimeira Bilateral Portugal–Moçambique e reflecte o compromisso de Portugal em promover um crescimento económico inclusivo no país. Entre as principais medidas destacam-se: (i) a criação de uma linha de crédito de 500 milhões de euros, actualmente em fase de operacionalização; (ii) a revisão do escopo e consequente flexibilização do FECOP, com garantias financeiras que podem cobrir uma parte dos empréstimos concedidos às instituições de microfinanças; e (iii) o reforço do Programa Estratégico de Cooperação bilateral, com um montante adicional de 15 milhões de euros.
No âmbito desta iniciativa, a Gapi foi designada como entidade gestora da nova Linha de Subvenções do FECOP, destinada a apoiar startups e pequenos negócios, com prioridade para jovens e mulheres empreendedoras.
Com mais de três décadas de experiência na implementação de programas como Agro-Investe, Incubox e +Emprego/MozTrabalha, Nhluvuko, dentre outros, a Gapi assume a responsabilidade de operacionalizar subvenções destinadas à aquisição de equipamentos produtivos, apoiar a formalização de empresas emergentes, promover a integração de pequenos negócios em cadeias de valor competitivas e assegurar elevados padrões de transparência e rigor na gestão dos recursos.
O Presidente da Comissão Executiva da Gapi, Adolfo Adriano Muholove, sublinhou a importância da iniciativa: “Mais do que financiar projectos, pretendemos contribuir para a construção de empresas resilientes, inovadoras e capazes de gerar emprego e rendimento nas comunidades.”
Outro acordo rubricado visa a operacionalização da tranche dedicada às microfinanças e foi assinado entre o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME), a Associação Moçambicana de Bancos (AMB), a Gapi e a Associação Moçambicana de Operadores de Microfinanças (AMOMIF).
Este acordo prevê garantias que podem cobrir uma percentagem dos financiamentos concedidos às instituições de microfinanças, bem como apoio técnico e institucional a estas instituições, com participação activa da AMOMIF. O objectivo é reforçar as carteiras de crédito das instituições de microfinanças e ampliar o acesso ao microcrédito por parte das micro e pequenas empresas.
A AMOMIF destacou a relevância desta componente para o fortalecimento do ecossistema financeiro inclusivo. O seu Presidente, Ramos da Silva Joaquim, afirmou:
“Este acordo representa uma aposta colectiva no fortalecimento do empreendedorismo moçambicano e na construção de um sistema financeiro mais inclusivo. Ao permitir garantias até 90% dos financiamentos, ampliamos o acesso ao microcrédito e criamos oportunidades reais para milhares de empreendedores.”
Com estes acordos, espera-se ampliar significativamente o acesso ao financiamento, fortalecer o sector produtivo e promover a inclusão económica em todo o território nacional. Ao conjugar a experiência da Gapi com o apoio da cooperação portuguesa, o FECOP afirma-se como uma ferramenta estratégica para dinamizar as MPMEs, estimular o empreendedorismo jovem e feminino e contribuir para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).



