Gapi reforça financiamento à economia rural em 2026

– Agricultura concentra maior volume de financiamento, impulsionando oportunidades para jovens, mulheres e empreendedores das zonas rurais

A Gapi desembolsou, ao longo de 2026, mais de 377,9 milhões de meticais para financiar iniciativas empresariais e produtivas em diversas regiões do país, reafirmando o seu compromisso com a inclusão financeira, o desenvolvimento das cadeias de valor e a dinamização da economia rural.

Os recursos beneficiaram 289 operações de financiamento, abrangendo micro, pequenas e médias empresas, produtores individuais, associações e empreendimentos familiares, com especial incidência nas províncias e distritos onde o acesso ao financiamento continua a constituir um dos principais desafios ao crescimento económico.

A agricultura destacou-se como o principal sector financiado, absorvendo cerca de 168 milhões de meticais, o equivalente a mais de 44% do volume total desembolsado. O apoio incidiu sobre produtores agrícolas, comercialização de produtos, fornecimento de insumos e actividades ligadas ao fortalecimento das cadeias de valor rurais.

Além da agricultura, os financiamentos abrangeram sectores estratégicos como a construção e obras públicas, pecuária, indústrias transformadoras, comércio, transportes, serviços e tecnologias, contribuindo para a diversificação da base produtiva nacional e para a criação de oportunidades de negócio em diferentes segmentos da economia.

Os desembolsos tiveram forte incidência fora dos grandes centros urbanos, alcançando localidades como Nampula, Lichinga, Cuamba, Tete, Quelimane, Pemba, Morrumbala, Montepuez, Angoche, Mecubúri, Nhamatanda, Marrupa e várias outras zonas predominantemente rurais. Esta dispersão geográfica demonstra o esforço da Gapi em aproximar soluções financeiras das comunidades que mais necessitam de capital para produzir, investir e gerar rendimento.

A inclusão económica das mulheres continua igualmente a merecer atenção especial. Durante o período em análise, dezenas de empreendedoras beneficiaram de financiamento para expandir ou consolidar os seus negócios, particularmente nas áreas de agro-processamento, comércio e pequenas indústrias. O acesso das mulheres ao crédito constitui um instrumento fundamental para o fortalecimento da autonomia económica dos agregados familiares e para a promoção de um crescimento mais inclusivo.

Os jovens empreendedores também figuram entre os principais beneficiários dos financiamentos, sobretudo através de iniciativas ligadas à agricultura comercial, prestação de serviços, comércio e inovação local. Ao facilitar o acesso ao capital produtivo, a Gapi contribui para a criação de emprego, geração de rendimento e redução da vulnerabilidade económica da juventude, especialmente nas zonas rurais.

Mais do que números, estes financiamentos traduzem-se em campos cultivados, equipamentos adquiridos, pequenas empresas fortalecidas, postos de trabalho criados e famílias com melhores perspectivas de rendimento. O impacto estende-se igualmente ao aumento da produção local, à segurança alimentar e ao fortalecimento da resiliência económica das comunidades.

Com estes resultados, a Gapi reforça o seu papel como uma das principais instituições nacionais de promoção do investimento inclusivo, continuando a apostar em soluções financeiras que contribuam para o desenvolvimento sustentável, a transformação económica dos territórios rurais e a construção de oportunidades para mulheres, jovens e empreendedores moçambicanos.

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