Quando o financiamento muda uma história: o percurso de Priscila

Aos 31 anos, Priscila Mugas Piedade de Sousa já sabe que, para fazer um pequeno negócio crescer, é preciso mais do que vontade de empreender. É necessário também acesso a financiamento, capacidade de reinvestimento e determinação para transformar cada oportunidade em novos resultados.

Natural e residente na cidade de Quelimane, província da Zambézia, Priscila começou a construir o seu negócio com recursos limitados. Em 2024, decidiu procurar financiamento junto à Gapi para dar um novo impulso à sua actividade. Foi-lhe concedido um primeiro financiamento de 50 mil meticais, que utilizou para apetrechar a sua loja e reforçar a sua capacidade de comercialização.

Naquela altura, Priscila era, simultaneamente, proprietária e única trabalhadora do negócio. Fazia praticamente tudo sozinha, desde a gestão da loja até ao atendimento dos clientes. Mas o negócio começou a dar resultados.

Com uma gestão cuidadosa e o crescimento das vendas, Priscila conseguiu amortizar o financiamento e, em vez de parar por aí, decidiu dar um passo maior. Em 2026, solicitou um novo financiamento à Gapi, desta vez de 200 mil meticais, para reforçar o negócio existente e concretizar o sonho de abrir uma segunda loja.

O investimento permitiu-lhe aumentar o stock, diversificar os produtos disponíveis e expandir a sua actividade comercial.

Hoje, a realidade é diferente daquela de 2024. Priscila já possui duas lojas e criou cinco postos de trabalho, incluindo o seu próprio. A sua equipa é composta por três mulheres e dois homens, fazendo do crescimento do seu negócio também uma oportunidade de geração de emprego na comunidade.

Para Priscila, o financiamento representou mais do que acesso a capital. Foi uma oportunidade para transformar uma pequena actividade empresarial num negócio com maior capacidade de crescimento e geração de emprego.

“Depois que fui financiada pela Gapi, a minha vida empresarial e financeira prosperou. O meu negócio melhorou, consegui aumentar o stock, diversificar produtos e abrir uma nova loja. Sinto-me bastante feliz e grata pelo financiamento”, conclui Priscila.

A história de Priscila mostra como o financiamento adequado, quando acompanhado de iniciativa e capacidade de gestão, pode ajudar pequenos negócios a crescer, criar empregos e gerar novas oportunidades. De uma única loja, gerida apenas pela própria empreendedora, Priscila passou a gerir duas lojas e uma equipa de cinco pessoas — um percurso que começou com 50 mil meticais e ganhou uma nova dimensão com um financiamento de 200 mil meticais.

Mais do que números, a trajectória de Priscila representa uma história de crescimento, autonomia económica e criação de oportunidades, mostrando o impacto que o financiamento às pequenas empresas pode ter na vida dos empreendedores e das comunidades.

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